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Paderne, ou como era anteriormente denominada, Paderna, é segundo autores do século XVII, um topónimo muito antigo, talvez de origem lusitana que significava áspero, rude, duro e intratável. Estácio da Veiga descobriu na própria povoação, galerias subterrâneas que atribuiu aos povos pré-históricos, se bem que uma tradição local as indicasse como celeiros ou granéis mouriscos. Seriam galerias de mineração cuprífera, depois aproveitadas pelos povos que sucessivamente dominaram o litoral algarvio (Fenícios, Romanos, Godos e Árabes). A cerca de 2 km encontra-se o Castelo de Paderne, construído no sec. XIII, em plena época Almóada (seita político-religiosa que apareceu nos finais do sec. XII entre os muçulmanos do Norte de África), e que defendia não só a antiga povoação de Paderne como também controlava uma importante passagem entre o barrocal e o litoral algarvio. Construído em taipa, apresenta uma entrada defendida por uma torre avançada ou albarrã e barbacã. O castelo viria a ser tomado prematuramente pelos cristãos no reinado de D. Sancho I, voltando a cair sob jugo muçulmano, nele se mantendo até 1248, data em que os cavaleiros da Ordem de Santiago, liderado pelo seu mestre D. Paio Peres Correia, o conquista definitivamente.

Por carta régia de 1 de Janeiro de 1305, D. Dinis doou o castelo com o padroado da igreja ao mestre de Avis, D. Lourenço Anes. À mesma Ordem de Avis pertencia também a vila de Albufeira. Só em 1575 se encontra a primeira referência à sede da Freguesia localizada na atual Paderne, supondo-se que a mudança da antiga sede, na ermida do castelo, tenha ocorrido por volta de 1500. A nova igreja continuou a ser priorado da ordem de Avis, porém a primitiva povoação entrou em decadência, depois acelerada com o sismo de 1755, destruindo quase por completo a velha fortaleza. O castelo de Paderne foi comprado em 1997 pelo Instituto Português do Património Arquitetónico.

CASTELO DE PADERNE

Ergue-se em posição dominante sobre a ribeira de Quarteira, cerca de dois quilómetros ao Sul da cidade. Um dos sete castelos representados na bandeira de Portugal, as suas ruínas, de cor avermelhada, constituem um dos exemplares mais significativos da arquitectura militar muçulmana na Península Ibérica, destacando-se na paisagem como um aviso de chegada ao Algarve para quem entra na Via do Infante, vindo da A2. O efeito cenográfico é multiplicado à noite, graças à iluminação instalada pela Região de Turismo do Algarve.

O CASTELO MEDIEVAL

A referência mais antiga sobre o castelo remonta a 1189, quando foi conquistado em um encarniçado assalto noturno pelas forças de D. Sancho I (1185-1211), com o auxílio de uma esquadra de cruzados ingleses. Esse domínio, entretanto, foi efêmero, uma vez que, já em 1191, foi recuperada pelas forças Almóadas sob o comando do califa Iacube Almançor.

A sua posse definiva para a Coroa portuguesa só viria sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279) com a conquista pelo Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia, em 1248, iniciando-se o repovoamento da região.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), os domínios da vila e seu castelo, bem como o padroado da sua igreja, foram doados pelo soberano à Ordem de Avis, na pessoa de seu Mestre, D. Lourenço Anes. Não se registram, entretanto, no período, obras de recuperação no castelo, à semelhança do que ocorreu com o Castelo de Alvor (1300), as muralhas de Tavira (1303) ou as de Castro Marim (1303), mas tão somente algumas construções no seu interior, como a edificação da primitiva capela.






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