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Certamente conhece a serra Algarvia de Monchique e a sua famosa Fóia, o pico mais alto da serra. Veja no Algarve vídeo o alojamento turístico que se ocupa dos nossos visitantes. O directório de vídeos que informa os turistas das nossas melhores acomodações para turistas e visitantes.

O atual território que define o concelho de Monchique entra na história com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, decerto seduzidos pelas propriedades curativas das suas águas medicinais – famosas no que respeita ao tratamento de várias enfermidades, como doenças respiratórias, musculares e reumáticas. .

Considerando a documentação textual islâmica, a serra de Monchique entra na historiografia na primeira metade do século IX da nossa era. A denominação Monchique deriva do nome atribuído pelos muçulmanos a esta serra – Munt Šāqir, que significa “Monte Sacro” ou “Montanha Sagrada” –, correspondendo a uma provável adaptação e conservação de um topónimo de origem latina (Mons Săcĕr), ou seja, a designação Monchique sofreu alterações devido às diferentes culturas que nesta serra se estabeleceram e aos distintos momentos civilizacionais. Posteriormente, aquando da primeira conquista de Silves em 1189 pelo rei D. Sancho I (1185-1211), é feita referência aos castelos que dependiam dessa cidade e que se renderam aos cristãos, salientando-se, entre outros, os castelos de Munchite e de Montagut. O primeiro destes nomes dever-se-á relacionar com as ruínas de uma fortificação islâmica que coroa o Cerro do Castelo da Nave, a sudoeste da vila de Monchique, enquanto o segundo provavelmente corresponderá às ruínas da fortificação muçulmana existente no topo do Sítio Arqueológico do Cerro do Castelo do Alferce.

Pouco se sabe sobre a história de Monchique durante a Idade Média e boa parte da Época Moderna, provavelmente devido ao facto de o terramoto de 1755 ter afetado muito esta região, sendo um dos principais responsáveis pela destruição de edifícios e de arquivos com informações históricas. Todavia, durante o século XVI Monchique seria já uma povoação suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião I (1557-1578). Atividades como a tecelagem (de lã e de linho), a cestaria e outras relacionadas com a exploração de recursos naturais como a madeira de castanheiro, terão contribuído para o desenvolvimento e prosperidade desta região, especialmente da povoação de Monchique, de tal modo que em 1773, no reinado de D. José I (1750-1777), foi elevada a vila – desagregando-se do concelho de Silves.

Nos inícios do século XIX, as invasões francesas e, alguns anos depois, a Guerra Civil portuguesa entre liberais e absolutistas deixaram, também, algumas marcas nesta região. Posteriormente, nos inícios do século XX, o concelho de Monchique continuava a ser uma região importante, contendo alguns edifícios marcantes – por exemplo um tribunal -, em muito devido à exportação de diversos produtos locais (hortofrutícolas, madeiras, tecidos, artesanato, entre outros) para as regiões envolventes.

Atualmente esta região atrai muitos turistas, aliciados por diversos fatores como a qualidade dos produtos artesanais, a gastronomia típica, a qualidade das águas que brotam nas diversas fontes, as paisagens exuberantes – que também proporcionam caminhadas inesquecíveis e a prática de desportos de aventura -, o diversificado património cultural e natural existente, enfim, pelo ambiente relaxante e mítico que esta maravilhosa serra proporciona. Importa destacar que atualmente ainda se vislumbram diversos vestígios arquitetónicos do passado em edifícios datados dos séculos XVI, XVII, XVIII e seguintes, salientando-se a título de exemplo as típicas “chaminés de saia” e os pórticos manuelinos da Igreja Matriz de Monchique.




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